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Ana Cabecinha: «O objetivo é ajudar a seleção»

Ana Cabecinha: «O objetivo é ajudar a seleção»
Ana Cabecinha

Espírito coletivo em terras russas para a Taça do Mundo


Pensar primeiro na seleção e só depois nas questões individuais e a possível qualificação para os Jogos Olímpicos de Londres é o objetivo com que as quatro atletas portuguesas (Ana Cabecinha, Inês Henriques, Vera Santos e Susana Feitor) encaram a participação na Taça do Mundo de marcha que amanhã e depois se realiza em Saransk e na qual o quarteto feminino defende o título conquistado há dois anos em Chihuahua, no México.

Apesar das preocupações coletivas, a verdade é que será nesta prova que se decidirá a atleta que ficará de fora dos Jogos, uma vez que das quatro apenas três poderão ser seleccionadas. Até à data, Ana Cabecinha e Inês Henriques têm estado melhor, mas Vera Santos e Susana Feitor (esta luta pela participação nos seus sextos Jogos Olímpicos), têm uma forte palavra a dizer.

“O meu principal objetivo será dar o meu melhor para ajudar a equipa pois temos um título a defender”, disse Ana Cabecinha a recordista portuguesa da distância que é neste momento a atleta melhor posicionada para chegar aos Jogos de Londres. “Nada está decidido quanto à seleção olímpica pelo que tenho de lutar até ao fim pela minha ida aos Jogos”, explicou.

Vera Santos expressa o seu desejo dentro da mesma ordem de ideias: “Não estou a pensar no apuramento olímpico, mas sim fazer o melhor possóvel pela seleção”.

Entretanto, estão inscritas 112 atletas de 40 países nos 20 km, sendo de esperar que a China, com quatro atletas até 1h28m, a Espanha, com quatro até 1h30m, e a Rússia, com um média de tempos a rondar a 1h26m, sejam as principais opositoras da equipa portuguesa.

A seguir com atenção ainda em Saransk será a atuação dos gémeos João e Sérgio Vieira que estão ainda sem fazer o mínimo A nos 20 km marcha.
 

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