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Vitor Oliveira recupera de lesão de forma surpreendente
Dois meses depois do grave acidente doméstico que sofreu, o fundista do Maia Atlético Clube voltou a caminhar e a correr de forma ligeira
Foi uma recuperação que surpreendeu até o próprio Vitor Oliveira, que, recorde-se, sofreu, há cerca de dois meses, um grave acidente doméstico, que arrancou, literalmente o músculo do gémeo da perna para fora da pele, tendo o atleta perdido mais de um litro de sangue até ser socorrido no Hospital de Santa Maria da Feira.
Chegou a temer-se que a lesão pudesse ser impeditiva do regresso à competição, mas o que é facto é que Vitor Oliveira encetou uma recuperação surpreendente: «Comecei agora a andar um pouco e depois fazer uma corrida muito ligeira, a trote, mas para já ainda com muitas cautelas para não agravar a lesão» - explica o atleta que sofreu na pele a ansiedade de ver os colegas a competirem: «Agora já consigo controlar mais, mas no início sentia aquele nervoso miudinho de não poder correr e estava sempre a perguntar pelos resultados dos meus colegas de treino e de equipa. Foi uma fase complicada» - admite o atleta, que começou há semanas os tratamentos de fisioterapia na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, local de concentração do grupo de treino liderado por Paulo Colaço.
Para Hugo Pinto, o fisioterapeuta que acompanha Vitor Oliveira nesta fase de recuperação, ainda é cedo para avançar um regresso à competição: «É preciso não esquecer que a lesão do Vitor é muito grave e só com o passar do tempo e com o evoluir do tempo é que podemos dizer algo mais em concreto. Por enquanto é ir fazendo as sessões de fisioterapia e aos poucos ir fortalecendo toda a estrutura muscular que ficou, inevitavelmente, afetada pelo acidente».
Já Vitor Oliveira não vê a hora de regressar à competição: «Estou ansioso, como é óbvio. Ainda me dói, sobretudo nos tendões, mas acho que é normal» - diz e acrescenta: «Agora já consigo andar trinta minutos e depois faço uma corrida muito devagar de uns 25 minutos. Sei que tenho de ter calma, mas a vontade de regressar à melhor forma também é muita» - reconhece.
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